URGENTE CONFISSÃO

Uma Confissão Bíblica Para a Integração Igreja e Família

Introdução

Em nome do Senhor Jesus Cristo, nós cremos que a família é uma santa instituição, ordenada e estabelecida, pelo Soberano Deus Triuno que criou os céus e a terra. A infalível revelação de Deus, a Bíblia, revela que a família é uma parte integral no cumprimento de Seu eterno propósito na redenção dos pecadores. Esta grande e graciosa salvação – designada pelo Pai, realizada pelo Filho e aplicada pelo Espírito Santo – é em grande medida passada por sucessivas gerações quando os pais fielmente discupulam os filhos que Deus lhes dá. Portanto, a orden e unidade bíblicas da família são cruciais para a estabilidade e saúde da Igreja de Jesus Cristo. Em vista disto, nós reconhecemos que a família – e especialmente pais – são o foco de um furioso e incessante ataque do mundo, da carne e do Maligno. Isto tem se agravado de tal modo que os Cristãos precisam se levantar para uma luta de infelxível fidelidade à Bíblia, em defesa da família.

Ao invés de cooperar nesta batalha, uma liderança eclesiástica infiel é a principal responsável pela vulnerabilidade da família diante de seus inimigos. A infidelidade à Palavra de Deus em nossos púlpitos produziu o declínio do Cristianismo bíblico e a dissolução das famílias que constituem a igreja. O desprezo à autoridade divina conduz a práticas não bíblicas nas igrejas e à perda do conceito bíblico do papel do homem e sua liderança. Esta mudança conduz à perversão do papel da mulher, destruição de nossas crianças, e ao colapso da sociedade. Tradições que se originaram em mentes de demonios e homens caídos enganosamente ostentam autoridade divina. Falsas doutrinas derivadas do Darwinismo, Marxismo, Feminismo, Humanismo Secular, Psicologia e outras inúmeras fontes não-bíblicas emegiram de uma sociedade que descartou a Revelação Divina, e contaminaram ou substituíram os padrões de Deus em muitas igrejas que professam o Senhor Jesus Cristo. O amargo fruto disto é a fragmentação, e não a unidade da família.

Nós cremos que a única solução para este problema é o arrependimento. Precisamos confessar as nossas falhas, rejeitar as tradições dos homens, e de todo o coração retornar à revelação de Deus para o estabelecimento e sustentação da família em obediente amor ao Senhor Jesus Cristo, o Cabeça da Igreja. Nossa fervente oração é que o Senhor levante igrejas cheias do Espírito e saudáveis congregações de famílias integradas das cinzas de nossas reuniões fragmentadas e individualistas.

ARTIGO I – A Escritura é Suficiente

Afirmamos que nosso Deus, em seu infinito saber, revelou a si mesmo e sua vontade em uma revelação que está completa – os sessenta e seis livros do Antigo e Novo Testamentos – a qual é plenamente suficiente tanto em conteúdo quanto em clareza para “todas as coisas que conduzem à vida (salvação) e à piedade (santificação)”, inclusive o ordenamento da igreja e família (2 Pe 1.3-4; 1 Tm 3.15).
Negamos que o povo de Deus deva considerar Sua Palavra como insuficiente para a igreja e vida familiar, suplementando Sua completa revelação com qualquer psicologia humanista, modelos de gerenciamento de negócios ou técnicas de “marketing” moderno.

ARTIGO II – Deus Criou a Igreja e a Família

Afirmamos que o Deus Todo-Poderoso é o soberano Criador e Preservador de seu povo e das instituições que trazem bênçãos à humanidade – inclusive a igreja e a família – assim, Ele é merecedor de nossa mais alta honra e humilde obediência (Cl 1.16-17).

Negamos que nós, sendo meras criaturas, tenhamos o direito de remodelar a igreja e a família conforme nossas vans imaginações, alterando o que Deus determinou quanto ao governo, culto, papeis baseados em gênero (masculino e feminino), ou qualquer outro padrão normativo revelado na Escritura.

ARTIGO III – Satanás é um Enganador

Afirmamos a advertência das Sagradas Escrituras de que Satanás, o pai dos mentirosos e enganador da irmandade, desde o princípio usou seus sutís enganos para lançar dúvidas sobre a Palavra de Deus: “É assim que Deus disse ...?” (Gn 3.1).

Negamos que os filhos de Deus deveriam abraçar e empregar as filosofias, metas e métodos deste mundo caído em nas igrejas e famílias, e assim sucumbir mediante os embtustes do Inimigo.

ARTIGO IV – Cristo é o Cabeça da Igreja

Afirmamos que nosso Senhor Jesus Cristo é o Cabeça de sua Igreja; Ele a comprou com o seu próprio sangue, e lhe deu instruções através de sua Palavra para tornar conhecida a multiforme sabedoria de Deus e trazer glória para Si mesmo (Cl 1.18).

Negamos/rejeitamos a egolatria e orgulho do homem que se atreve contra Cristo, o Cabeça da Igreja, criando seu reino particular através de igrejas com regras criadas por homens que desprezam a Lei de Cristo.

ARTIGO V – Liderança e Ministério da Igreja

Afirmamos padrão revelado na Escritura de uma igreja conduzida e alimentada por uma pluralidade de presbíteros, biblicamente qualificados e levantados pelo Espírito Santo dentro da igreja local. Estes preparam os santos (outros membros da igreja) para exercer seu ministério, e podem ser remurados ou não (At 14.23; 20.28; Ef 4.11-12; 1 Tm 5.17-18).

Negamos/rejeitamos os dois extremos não bíblicos de nossos dias: a autoritária idéia de liderança e ministério exercidos por um único homem que impede o funcionamento bíblico do corpo, e as típicas “igrejas em casas” que não estabelecendo qualquer liderança ignoram a necessidade de presbíteros, conforme a Bíblia.

ARTIGO VI – A Igreja é uma Família de Famílias

Afirmamos que nosso Pai Clestial designou Sua Igreja para ser uma “espiritual familia de famílias” onde os membros conhecem uns aos outros intimamente, os pastores de fato conhecem seu rebanho e as várias partes do corpo funcionam de forma interativa (1 Tm 3.15)

Negamos/rejeitamos a atual tendência de valorizar números e tamanho mais que a intimidade e vitalidade, pelo estabelecimento de mega-igrejas impessoais ao invés de multiplicar congregações que de fato pareçam família.

ARTIGO VII – A Família é um Bloco do Edifício

Afirmamos que a familia é biblicamente e constituída dos pais e filhos, e, algumas vezes, também de outros (solteiros, viúvas, divorciados ou avós), que formam os blocos do edifício da igreja, conforme a ordenança de Deus (2 Tm 4.19). 

Negamos/rejeitamos a implementação do moderno individualismo da igreja mediante a fragmentação da família através de níveis de idade, grupos de ajuda e de interesses, que impedem a integração da família, ao invés de promover a sua unidade.

ARTIGO VIII – A Missão da Igreja e da Família é Geracional

Afirmamos que é propósito de Deus que igreja e família façam evangelismo e discipulado através de múltiplas gerações, “para que temas o Senhor, teu Deus, e guardes todos os seus estatutos e mandamentos, ... tu, e teu filho, e o filho de teu filho” (Dt 6.2; Lc 1.50).

Negamos/rejeitamos as contemporâneas filosofias de satisfação dos interesses do cliente e dos grupos de jovens que falham em “habilitar os santos” para o serviço espiritual e maturidade, resultando em adultos e jovens que se tornam indiferentes e espiritualmente insubordinados

ARTIGO IX – O Método da Igreja e Família é Relacionamento

Afirmamos que os santos de Deus devem ser equipados para o serviço espiritual e maturidade principalmente através de relacionamentos afetivos, pessoais e no contexto familar, especialmente pelo preparo dos pais para serem servos-líderes na família e na igreja (1 Tm 3.4-5).

Negamos/rejeitamos o sitema popular de igreja que substitui os relacionamentos íntimos pelas programações baseadas em atividades, e que têm suplantado o involvimento do pai pelo domínio do clérigo (“profissional religioso”).

ARTIGO X – O Ambiente da Igreja e da Família é a Vida Diária

Afirmamos que os relacionamentos da igreja são alimentados principalmente através do discípulado diário na vida cotidiana, especialmente por pais e mães treinando suas famílias e viviendo o evangelho, ao servir aos santos e testemunhar aos perdidos Ef 5.21-6.4).

Negamos/rejeitamos famílias fragmentadas e programas baseados em instalações físicas especiais que subestimam a igreja como um povo em comunidade e a família integrada,  em sua habilidade de alcance através do “amamemos nosso próximo como a nós mesmos”.

ARTIGO XI – Deus Requer Exame

Afirmamos Deus se agrada de que “julguemos todas as coisas e retenhamos o que é bom – além de ordenar “prove cada um o seu próprio labor”, especialmente quando o povo de Deus não está se empenhando de acordo com o padrão do Novo Testamento (1 Ts 5.21; Gl 6.4).

Negamos que nós pastores do rebanho de Cristo – quer seja como pais, ou como pastores – estejamos apropriadamente vigiando e escrutinando as crenças e práticas da igreja contemporanêa, bem como nossa própria função nela.

ARTIGO XII – O Julgamento Começa na Igreja

Afirmamos que Deus declarou: “a ocasião de começar o juízo pela casa de Deus é chegada”, assim, nós cristãos devemos nos humilhar perante a poderosa mão de Deus, procurando julgar a nós mesmos para que não sejamos os mais censurados.

Negamos que o mundo, a carne e o Maligno sejam os primeiros culpados pela desintegração e destruição da família, quando na verdade a igreja moderna tem a grande culpa.

Por esta razão, à luz desta nossa fé, nós, daqui em diante, firmemente resolvemos ...

  1. Confiar somente nas Escrituras para “tudo o que é pertinente à vida e piedade”, tratando a Bíblia como plenamente suficiente para ordenar a igreja e a família;
  2. Honrar o Deus Todo-Poderoso como o Criador e preservador da igreja e da família, e humildemente submeter às Suas prescrições para estas fundamentais instituições;
  3. Resistir aos enganos de Satanás que visam suplantar as metas e métodos de Deus por inquéritos de necessidades e pesquisas de opinião do mundo, ao invés de depender da Palavra de Deus, exatamente como nosso Senhor fêz nos deserto;
  4. Submeter a Jesus Cristo como o Cabeça de sua Igreja, embraçando sua multiforme sabedoria, e não a nossa, para a estruturação e operação da igreja;
  5. Rejeitar os erros: tanto o autoritarismo exercido por um único líder, quanto a ausência de liderança de igrejas domiciliares, e retornar à liderança coletiva por meio de presbíteros piedosos que suprem os santos para o serviço;
  6. Reconhecer a igreja como uma espiritual “família de famílias” que valoriza a intimidade e a interação, e cresce através da multiplicação de congregações realmente parecidas com família;
  7. Reconhecer as famílias (que podem incluir solteiros, viúvas, divorciados, avós, etc.) como os blocos das pedras que constituem o edifício da igreja e manter as reuniões que integram a família, e não as que segregam por idade;
  8. Desenvolver uma visão multigeneracional para a igreja e a família que estimule o sacrifício pessoal e a maturidade, e que preserve nossa posteridade espiritual;
  9. Preparar as famílias como um todo através de relacionamentos profundos em vez de programações especiais, treinando e utilizando os pais (homens) como servos-líderes na família e na igreja.
  10. Procurar alcançar os que estão “vivendo fora do evangelho” como famílias inteiras, no serviço aos santos e testemunho aos perdidos, ao invés de promover programações que segregam as pessoas por faixas etárias.
  11. Examinar as crenças e práticas das famílias e igrejas de nosso tempo, bem como nossa própria função – como pais, ou como líderes da igreja – e fazer todas as mudanças que são necessárias, de acordo com os padrões revelados por Deus para a família e a igreja.
  12. Voltar para Deus enquanto há tempo para fazê-lo; pois, vendo o nosso arrependimento, Ele retirará a sua mão de juízo de sobre nossas famílias e igrejas que se tornaram mundanas.

Este documento foi copiado e traduzido do National Center for Family-Integrated Churches – http://www.visionforumministries.org

Se você se identifica com a doutrina e os valores desta pequena confissão fé que tão bem se aplica ao contexto da Igreja Contemporânea, sabiamente identifica os problemas, e apresenta soluções bíblicas para o atual estado de superficialidade e vulnerabilidade da Igreja, por amor à igreja e nossas próximas gerações, junte-se a nós em oração e reforma.

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Igreja Reformada – Bethel Orthodox Presbyterian Church
Pr. Jorge Barros
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